Domingo, 14 de Outubro de 2007

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Impluvium

publicado por Incógnita às 15:58
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Epílogo

Mas sem metáfora.

 

Foram tempos muito conturbados os que me levaram a criar este diário. Demasiados meses perdida no tempo e no espaço em que, embora cheia de ambições, não conseguia transpor a porta da minha própria casa rumo ao mundo, ainda que ele estivesse na minha rua. Esperava poder encontrar algum sentido para o que se passava comigo, escrevendo. Arrumar ideias, estruturando texto. E finalmente, encontrar camuflada nos textos a lógica que estava ausente da minha vida. Um fardo demasiado pesado para alguém tão novo, reconheço-o agora com mais clareza ainda do que antes.

Não foi fácil para mim interpretar o que escrevi e muito menos para vocês, visitantes silenciosos, é certo, mas fiéis.

Posso confessar-vos que a primeira vez em que acreditei ser possível vencer, foi no terminal fluvial do Terreiro do Paço. Fim de tarde, um magnífico pôr-do-sol  no rio, e dezenas de pessoas comprimidas esperando o barco. Senti-me genuinamente feliz, como já não imaginava possível. Feliz por me sentir igual a todos os outros. 

 

Agora, é tempo de esta Incógnita se retirar. Não há muito mais a dizer, e o essencial já cá está. Porque "menos é mais", como eu tenho oportunidade de verificar constantemente, e porque este blog já cumpriu a sua função.

 

Obrigada por terem estado aí.

Obrigada por me terem feito companhia quando me senti só.

 

Se voltar, saberão oportunamente. Garantidamente, num novo espaço e num novo registo.

 

E pronto, é isto.

 

Agora, se me dão licença, o carro já me espera.

Ao último a sair: que apague a luz e feche a porta.

 

Adeus.

 

publicado por Incógnita às 17:29
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Acordo Ortográfico

    [...] Portugal já ratificou o acordo, mas ainda falta ratificar o protocolo modificativo. Segundo especialistas, as modificações propostas no acordo devem alterar 1,6 por cento do vocabulário de Portugal.  Os portugueses deixarão de escrever «húmido » para usar a nova ortografia - úmido ». Desaparecem também da língua escrita em Portugal o «c» e o «p» nas palavras onde estas letras não são pronunciadas, como em «acção», «acto», «baptismo», «óptimo». No Brasil, a mudança será menor, já que apenas 0,45 por cento das palavras terão a escrita alterada [...]

Excerto retirado daqui.

 

Eu sei que provavelmente é um argumento falível e que existência de um acordo até poderá ser benéfica, mas é-me inconcebível que num acordo internacional os países que adoptam a língua sejam os que definem as regras. Podem chamar-lhe um patriotismo infundado, ou um nacionalismo demasiado exacerbado, mas somos ridículos. Forjámos um belíssimo idioma e devíamos defendê-lo com um pouco mais de convicção. Os brasileiros odeiam o português e adoptam estrangeirismos como que se tenta aos poucos libertar de uma maldição. Já tive oportunidade de ler vários elogios brasileiros à língua portuguesa, sendo o mais comum "ridícula". A maioria destas alterações produz mudanças na pronúncia das palavras, ao contrário do que a notícia afirma, nomeadamente ao nível das suas sílabas tónicas e átonas. Estas regras existem com uma finalidade. Se os brasileiros decidiram há já bastante tempo descartá-las, nós não somos obrigados a seguir a sua opção.

Tudo se pode fazer com moderação, incluindo ser intransigente e teimoso de vez em quando.

publicado por Incógnita às 20:49
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Egolatrias

Direita, queixo erguido e olhos fixos no horizonte, tentando disfarçar o orgulho ferido numa postura firme e num olhar distante. Na verdade, o comboio há muito que já tinha ido e a gare repousava, num silêncio cúmplice para com quem partira. Não fosse esse detalhe, essa ligeira desadequação entre atitude e momento, e teria sucedido na tentativa de demonstrar domínio sobre a situação.

Passos demasiado apressados levaram-na até ao carro. A postura antes firme era agora rígida, e por isso o equilíbrio mais precário. Um ligeiro estremecimento no andar e uma breve desorientação estrearam-se em si. Uma inalação profunda, um cigarro lento, uma carícia de fumo, e rodou a chave. De vidros excepcionalmente abertos, não fosse na sua bolha hermética esquecer-se do caminho até casa.

publicado por Incógnita às 23:23
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Sábado, 21 de Julho de 2007

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Sei bem como é a queimadura de fogo brando. Quando se pressente já a pele ardeu demais. Dói antes mesmo de saberes porquê. Ficas ressequido, quebradiço. Sentes sede enquanto bebes, submerges numa ebulição febril e ofegante em que te desfazes; ferves dentro e fora. Por fim, basta uma suave brisa do entardecer para espalhar e varrer para a longe a areia fina em que te tornaste.

Sei.

Sei muito bem o que isso é.

publicado por Incógnita às 22:24
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Tenho algumas dúvidas

Mas vale a pena experimentar:

 

Em Janeiro de 2007 surgiu a teoria de que quando a cor predominante dos nossos écrans de computador é o preto ao invés do tradicional branco, poupamos energia. Alguns cálculos depois, e concluiu-se que devido à grande popularidade do Google em todo o mundo, se o fundo da sua página fosse negro, a quantidade de energia economizada à escala mundial poderia ser já bastante considerável.

 

Vai daí, o Google decidiu criar uma alternativa de fundo preto para quem estiver disposto a aderir.

 

Eu tentei, e por mim, tudo bem. Experimentem agora também vocês em  http://www.blackle.com

 

Se resultar, não vejo porque não. Pela minha parte, está aprovado, assim como todas as tentativas para conter o consumo de energia enquanto esta depender maioritariamente dos combustíveis fósseis. Pelo menos, por nos lembrar que é importante agir.

publicado por Incógnita às 15:39
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Cuidado com as palavras

Porque têm mais autonomia do que a que lhes pretendemos atribuir.

A partir de hoje, já não garanto que estas linhas me sejam fiéis.

 

E é tão enfadonho discutir quando estamos cansados. Os argumentos do outro não nos ferem, somente o seu barulho incomoda e aborrece. Quero silêncio, por favor. Deixem-me respirar a serenidade do dever cumprido com esforço. 

 

A existência de algumas pessoas transformou-se em mero ruído de fundo. Incómodo, mas apenas ruído. Ando cansada. Não sei ao certo de quê, mas cansada.

 

Shhhh ...

publicado por Incógnita às 20:25
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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

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Em pequena registava os acontecimentos mais marcantes da minha vida num diário. Coisas da maior importância, tais como as visitas de estudo a Lisboa, a pessoa com que iria de mão dada, as zangas com os colegas, os enjoos nas viagens de carro, as desilusões com a programação televisiva, os amuos com os pais, as infindáveis amigdalites e consequentes faltas à escola, a frustração por não ter irmãos, a alegria do arranque do último dente de leite, a aventura da abertura de presentes no Natal, a alegria de crescer alguns centímetros e a coragem de aceitar um aparelho nos dentes, que me fez escutar durante 4 anos: "estás horrível!", sem perder o ânimo.

 

Tantos anos depois, só a minha necessidade de protagonismo é que mudou - agora tenho um diário que pode ser encontrado no Google.

 

publicado por Incógnita às 20:16
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Domingo, 15 de Julho de 2007

É amanhã, é já amanhã...

Que vou poder encher sacos e sacos de dias livres e tempos mortos. Se alguém tiver outro produto de tal forma excedente, eu estou disposta a negociar uma troca justa.

 

Até lá, ajustes finais e retoques para parecer bem na fotografia. E nunca mais serei capaz de cruzar a 24 de Julho com os mesmos olhos. Quem sabe um dia o exercício se torne obra efectiva. Quem sabe, um dia... 

publicado por Incógnita às 15:57
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

É uma pessoa sortuda

Quando nasceu, ao invés da tradicional palmada no rabo para chorar, recebeu cócegas nos pés e um Visa Gold vitalício.

publicado por Incógnita às 17:51
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Obstinada em encontrar-se... Dentro de si própria.

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