Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

...

O bater do meu coração marca o compasso.

Avanço convictamente pela multidão anónima que teima em desviar-me do meu rumo, mas não permito que isso me perturbe. Forço a passagem, estugo o passo, não me detenho em apertos nem encontrões. Sinto um puxão no meu casaco, mas arranco-o das mãos de quem o agarra sem abrandar a marcha. Chuva. Não oiço, não quero, não posso escutar as vozes.

Uma clareira.

Corro.

O ar frio invade-me os pulmões e gela-me por dentro.

Não posso parar.

Já o vejo.

Azul.

Tarde para desistir.

Ganho balanço.

Fecho os olhos.

Salto.

 

 

 

 

 

Sempre tive medo de alturas.

Já não tenho.

Embate.

Tudo.

Nada.

Cheio.

Vazio.

Não consigo pensar.

Não consigo sentir.

Curioso.

Sempre imaginei que a felicidade residisse nestas duas ausências.

Afinal foi um erro. 

publicado por Incógnita às 17:05
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