Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

...

Sinto o sabor do sal na boca, enquanto os meus pulmões se tentam libertar do líquido que os invadiu. Tropeço nos meus próprios pés enquanto me arrasto pelo areal sem rumo definido. As ondas rebentam junto a mim, mas não me afasto. Já não faço distinção entre o meu corpo e o resto. Não sei onde começo nem onde acabo. Perdi o medo. Já não sou de parte alguma. Agora sou daqui, dali, de todos os lugares e de nenhum. Não sei onde começo nem onde acabo. Não sei se estou bem, se estou mal, ou sequer se estou. Mas sei que seria igual em qualquer parte.

Eu sou o odor a maresia, o sal que me queima por dentro, o oxigénio que respiro, o vento que me afaga a pele, a gaivota que se afasta, a lua que se ergue no céu. O som...

Não sei onde começo nem onde acabo.

Mas o mundo, sei-o agora, está dentro e não fora de mim.

E só existirá enquanto eu o puder sentir, e tocar.

publicado por Incógnita às 18:34
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