Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

...

Sinto saudades dos abraços que não dei, chamo por quem nunca conheci, grito para não falar, murmuro para que me escutem. Oscilo entre gargalhadas e prantos, e assim vou destilando as lágrimas com que alimento as flores que trepam por mim e me enlaçam o cabelo. Flores que corto e podo, para oferecer sem espinhos a quem as queira receber.

Com o dedo percorro lentamente as linhas escritas do livro, mas não leio. Gosto somente de sentir o toque áspero do papel. De o rasgar no final. Lentamente. E de lançar os pedaços ao vento.

Os dias nascem e morrem do lado de lá da janela, e eu morro todos os dias para me reinventar no dia seguinte.

Eternamente.

publicado por Incógnita às 19:05
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