Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

Somos um povo coerente e um tanto ou quanto estúpido

Teme-se que a abstenção neste referendo atinja os sessenta por cento.

Eu não sei muito sobre política mas parece-me de uma grande coerência que num país onde um ex-ditador é sério candidato ao título de maior figura nacional de sempre, os eleitores se recusem a votar.

Somos uns imbecis cheios de  sensatez.

publicado por Incógnita às 17:52
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4 comentários:
De Mae a 11 de Fevereiro de 2007 às 18:29
Olá querida, pois é tens razão, E se o Não ganhar somos definitivamente um país sem futuro.
Na minha terra a Igreja hoje esteve cheia de crianças todo o dia, aproveitaram para fazer uma festa para que nenhum pai se descuide e não cometa o sacrilégio de não ir votar.
Eles não entendem que a melhor coisa do Mundo são as crianças, mas as crianças felizes, cujos pais tenham emprego, para que as possam cuidar, amar, proteger, e não crianças para dar às instituições, que nem sequer são dadas aos milhares de casais que querem adoptar, porque as instituições precisam dos tachos para os que nela trabalham.
Eu sei do que falo, na minha terra as educadoras do centro de acolhimento entraram todas por cunha...
Uma que denunciou maus tratos, foi despedida, e mais, a minha irmã está há espera para adoptar há 4 anos, foi informada há una meses que estavam a resolver os processos do inicio de 2004. E uma Clara qualquer que é famosa, adoptou apenas em um mês.
Beijinhos.
Mae
De Joana a 11 de Fevereiro de 2007 às 22:26
É, não é? Pois é.
O meu pai ainda há pouco discutia o facto de o resultado do referendo ser reconhecido ainda que a abstenção ultrapasse os 50%. Pois bem, visto que os "votos em branco" não entram na percentagem da abstenção, esta permissão de sócrates parece-me bastante legítima. Muito racional. Quem não foi votar, não quis comparecer nas urnas. Nem sequer se dignou a cumprir um dever - dever cívico de qualquer cidadão. Não sendo esta uma votação eleitoral, mas referendária, "sim ou não", considero válida a maioria do SIM - como, logicamente, igualmente consideraria se a maioria fosse a do Não - não se olhando à ridículo abstenção. Não exercendo o seu direito e dever de voto, tudo o que o País consegue é: uma retirada de confiança por partes dos governantes ao poder pensante, decisivo e interessado da população, que se efectuará em menos chamadas às suas opiniões - a menos interesse em fazer referendos; e, numa perspectiva mais pessimista mas não propriamente deslocada, um enfraquecimento da Democracia.
Somos ridículos.



*
De Incógnita a 12 de Fevereiro de 2007 às 21:30
Mãe: É realmente desastrosa a forma como neste país se cuida das crianças entregues ao cuidado de instituições, e quase criminosa a quantidade de burocracia que coloca entraves aos processos de adopção. Poupava-se tanto sofrimento se tudo pudesse ser rápido e precoce...

Joana: Também me parece correcto que se aceite o resultado do referendo. Aquando do último a abstenção foi ainda superior e no entanto respeitou-se a vontade de quem foi votar.

Um beijinho às duas.
De João Barbosa a 13 de Fevereiro de 2007 às 20:35
Independentemente do resultado do referendo (que me desfavorável ao que defendo), diria que este povo só à estalada. Diria, mas não digo. Se o dissesse estaria a defender o tipo das botas e que uns tantos tipos sem memória, sem vergonha, sem conhecimento ou sem noção de decência meteram numa lista de melhor português de sempre.
A abstenção é uma vergonha. Se votar é um dever deveria ser sujeita a penalização. Quem não vota devia ficar proibido de protestar. Moralmente está interdito de o fazer.
Contudo, também digo que quem ser respeitado tem de se dar ao respeito. Quando uma lei obriga a que um referendo para ser vinculativo tenha de ter uma votação expressa superior a 50% e depois se ignora a lei, está a dizer-se, a incentivar-se, o cidadão a desrespeitar a lei.
Este referendo não é válido. O Parlamento tinha toda a legitimidade democrática para legislar sobre o aborto. Não havia dúvia de que a liberalização iria passar com os votos da esmagadora maioria dos deputados do PS, que tem a maioria absoluta, mais os do BE, PCP e muito do PSD. Em vez disso decidiu-se referendar a questão. Porém, não houve quorum. Paciência. Há que aceitar as regras. Mude-se a lei do referendo, mas acate-se a lei. É uma vergonha. Isto não é democracia. Esta conduta política não é um exemplo à sociedade. Por mim, nunca mais voto num referendo.

Isto é mesmo um desabafo
Saudações

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