Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Quando a cabeça não tem juízo

O corpo é que paga.

Um dia o meu vai mandar-me passear, sem ele. Só espero que não seja hoje. Não sei qual seria o resultado se agora fizesse uma análise ao sangue, palavra de honra.

Apesar de saber que são erros deliberados e "autorizados" para evitar males maiores, a razão teima invariavelmente em colocar-me perguntas cheias de rasteiras, questões matreiras de carácter dúbio e interrogações com apenas uma resposta possível que na maior parte das vezes tento silenciar, nem sempre com sucesso.

Como agora.

Porque se antigamente acreditava tratar-se isto de um estado passageiro, agora já não sei.

Porque se antigamente imaginava que tudo seria rápido, agora sei que não foi nem será.

Porque antigamente acreditava ser possível vencer, e agora já não sei se isso corresponde à verdade.

Porque perdi mais do que alguma vez imaginei perder - anos preciosos de uma juventude que poderia ter sido feliz.

publicado por Incógnita às 14:54
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2 comentários:
De Mãe a 15 de Fevereiro de 2007 às 23:53
Olá Querida, penso que sei ao que te referes embora a tua exposição deja tão dubia como tu a pretendeste mostrar. Se falamos do mesmo, questiono-me tanto como tu, mas acredito na cura, pensa assim: se fosse cega, deficiente física ou qualquer outra deficiencia definitivamente irrecuperavel, aí, então, poderias pensar assim... No teu caso NÂO! Definitivamente NÃO É ASSIM! Há altos e baixos, no fundo, como todos têm, os nossos talvez mais severos, mas temos dias bons, maus, mais ou menos, e a capacidade de sensibilidade andarmos para a frente, e a sensibilidade muito apurada, e pensamos muito nas coisas, aconselho-te a tentar desligar o fusivel, quando prevês que ele vai queimar... Beijo Grande. Mãe
De Incógnita a 16 de Fevereiro de 2007 às 21:32
Infelizmente eu deixo sempre que o curto circuito aconteça. Ambiciono demais e revolto-me mais ainda. Em suma, sou demasiado exigente, factor este que tanto dá origem às crises como piora as suas consequências. É um processo complexo, este. É difícil desenlear o novelo sem piorar ainda mais o nó.
Obrigada por estar aí.
Sinceramente.

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