Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

Brrrmmm...

Como é que é possível que se atribua neste país uma licença de aprendizagem de condução a qualquer pessoa? Como é que é possível que me tenha sido atribuída uma a mim? E o pior é que estou a gostar de conduzir. A adorar. E quanto mais velocidade, mas eu me divirto. Perigo, perigo, perigo. Não saiam de casa. A sério. Pelo vosso bem. É que eu não travo. Sobretudo na auto-estrada. E também não páro nas passadeiras. Quero dizer, parar até páro, mas com os pés do instrutor, porque os meus não se mexem. E não é por mal: simplesmente não reparo nas pessoas que estão nos passeios.

Por isso, evitem ao máximo a tentação de pegarem nos vossos carros.

 

Ok, confesso: eu não estou preocupada com vocês.

Só não gosto de apanhar trânsito.

São capazes de fazer isso por mim?

Obrigada.

publicado por Incógnita às 16:00
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Domingo, 14 de Janeiro de 2007

Inércia

Um domingo cinzentão, e uma preguiça que não se descola de mim nem por nada. Tenho uma pilha de folhas em cima da secretária para estudar e ainda não lhe toquei. A avaliação é amanhã cedo.

Hmmm ...

Bocejo...

Apetece-me um chocolate quente, um bom livro e uma manta.

Escolhas, escolhas, escolhas.

A vida devia ser feita de rejeições e não de escolhas.

E para quem precisar de uma reflexão mais profunda: " Estar vivo é o contrário de estar morto."

Tenho dito.

publicado por Incógnita às 15:31
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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

...

Sinto saudades dos abraços que não dei, chamo por quem nunca conheci, grito para não falar, murmuro para que me escutem. Oscilo entre gargalhadas e prantos, e assim vou destilando as lágrimas com que alimento as flores que trepam por mim e me enlaçam o cabelo. Flores que corto e podo, para oferecer sem espinhos a quem as queira receber.

Com o dedo percorro lentamente as linhas escritas do livro, mas não leio. Gosto somente de sentir o toque áspero do papel. De o rasgar no final. Lentamente. E de lançar os pedaços ao vento.

Os dias nascem e morrem do lado de lá da janela, e eu morro todos os dias para me reinventar no dia seguinte.

Eternamente.

publicado por Incógnita às 19:05
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...

Sinto o sabor do sal na boca, enquanto os meus pulmões se tentam libertar do líquido que os invadiu. Tropeço nos meus próprios pés enquanto me arrasto pelo areal sem rumo definido. As ondas rebentam junto a mim, mas não me afasto. Já não faço distinção entre o meu corpo e o resto. Não sei onde começo nem onde acabo. Perdi o medo. Já não sou de parte alguma. Agora sou daqui, dali, de todos os lugares e de nenhum. Não sei onde começo nem onde acabo. Não sei se estou bem, se estou mal, ou sequer se estou. Mas sei que seria igual em qualquer parte.

Eu sou o odor a maresia, o sal que me queima por dentro, o oxigénio que respiro, o vento que me afaga a pele, a gaivota que se afasta, a lua que se ergue no céu. O som...

Não sei onde começo nem onde acabo.

Mas o mundo, sei-o agora, está dentro e não fora de mim.

E só existirá enquanto eu o puder sentir, e tocar.

publicado por Incógnita às 18:34
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

...

O bater do meu coração marca o compasso.

Avanço convictamente pela multidão anónima que teima em desviar-me do meu rumo, mas não permito que isso me perturbe. Forço a passagem, estugo o passo, não me detenho em apertos nem encontrões. Sinto um puxão no meu casaco, mas arranco-o das mãos de quem o agarra sem abrandar a marcha. Chuva. Não oiço, não quero, não posso escutar as vozes.

Uma clareira.

Corro.

O ar frio invade-me os pulmões e gela-me por dentro.

Não posso parar.

Já o vejo.

Azul.

Tarde para desistir.

Ganho balanço.

Fecho os olhos.

Salto.

 

 

 

 

 

Sempre tive medo de alturas.

Já não tenho.

Embate.

Tudo.

Nada.

Cheio.

Vazio.

Não consigo pensar.

Não consigo sentir.

Curioso.

Sempre imaginei que a felicidade residisse nestas duas ausências.

Afinal foi um erro. 

publicado por Incógnita às 17:05
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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007

...

O sol não trouxe ainda de volta o calor primaveril, mas despertou-me já do meu sono de Inverno. A fina película gelada que se formou sobre a minha pele estilhaça-se a cada gesto meu, e escuto os cristais que se quebram caindo no chão. Semicerro os olhos enquanto caminho para a luz pálida, pisando o mármore frio sob os meus pés descalços. Estendo a mão à cortina de veludo e afasto-a ligeiramente.

Espreito.

Tudo se mantém.

Largo a cortina, fecho os olhos e respiro fundo. O cabelo molhado escorre nas minhas costas. Não sinto frio.

Espero pacientemente o cair da noite e o cessar dos passos na rua.

O silêncio.

Está na hora.

publicado por Incógnita às 15:05
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Obstinada em encontrar-se... Dentro de si própria.

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